rober colbert
los últimos años '50 Colbert estuvo bajo contrato de Columbia, donde interpretó entre otras cosas, algunos westerns y el muchacho joven de HAVE ROCKET, WILL TRAVEL (1959), una de las películas de Los Tres Chiflados. Luego se destacó como Brent Maverick, uno de los primos que aparecían en la serie MAVERICK, luego de la deserción de James Garner. Después fue seleccionado como protagonista de la serie THE TIME TUNNEL (El Túnel del Tiempo), junto a James Darren, con la que sí obtuvo una cierta notoriedad.bio
Irwin Allen nasceu em 12 de junho de 1916, em Nova York, tornando-se órfão com apenas doze anos de idade. Isso talvez possa ter influenciado sua personalidade arredia ao convívio social, mas profundamente ligada aos amigos próximos e à persistência em atingir seus objetivos.
Quando jovem fez o curso de Jornalismo e Propaganda na Universidade de Columbia. Após seus estudos, obteve algum sucesso na mídia, na qual se destacou em um programa da Rádio KLAC, que foi produzido, escrito e apresentado por ele durante onze anos. Seu primeiro contato com o mundo do cinema se deu a partir da sua contratação como colunista da Hollywood Merry-Go-Round, criando para a TV um programa pioneiro sobre celebridades do mundo do cinema, com o mesmo nome. Em 1944 fundou uma agência de redatores do cinema e do rádio, e a partir dos anos 50 passou a explorar a área de produção. Grandes nomes passaram por Allen nesse período, como o então estreante Frank Sinatra em Isto Sim Que É Vida (Double Dynamite, 1951), primeira produção de Allen para o cinema, embora não creditada, com a sensual Jane Russel, Robert Mitchum e Groucho Marx. Este último veio a se tornar um de seus amigos mais chegados, tendo co-produzido Perdidos no Espaço, sob o nome de Van Bernard.
Irwin Allen chegou precocemente ao Oscar em 1952, na premiação do melhor documentário O Mar Que Nos Cerca (The Sea Arround Us, 1952), que produziu, dirigiu e roteirizou, a partir do livro de Rachel L. Carson, com um magnífico trabalho de filmagem submarina. Não muito depois de fundar a Windsor Productions, direcionada à produção de filmes, dirigiu outro documentário O Milagre da Vida (The Animal World, 1956), com animação de Ray Harryhausen e Willis O'Brien, e a película A História da Humanidade (The Story of Mankind, 1957), com Ronald Colman e Hedy Lamarr. Confome chamada publicitária, este último trazia "o maior elenco jamais visto nas telas". Esta fita notabilizou-se por ter sido a última vez em que se reuniram os três irmãos Marx, numa única produção (Groucho, Harpo e Chico). Como co-roteirista, trabalhou também Charles Bennet, que mais tarde escreveu para O Grande Circo e o seriado Terra de Gigantes. O Grande Circo (The Big Circus, 1959), além de Allen e Bennet, foi também escrito por Irving Wallace, nela estrelando vários atores de destaque, como Victor Mature, Kathryn Grant, Peter Lorre, Rhonda Fleming e o seu amigo pessoal Red Buttons. Ali trabalhou também Paul Zastupnevich, que acompanharia Allen em inúmeras produções posteriores para o cinema e para a TV, como figurinista, auxiliar direto e amigo pessoal.
Os anos 60 levaram Irwin Allen aos estúdios da Twentieth Century Fox, pela qual se lhe abriram as portas para a ficção científica. Antes deses seriados, porém, produziu com Claude Raines o filme Mundo Perdido (Lost World, 1960), baseado no clássico de Conan Doyle e inspirado na legendária película de efeitos stop-motion, de Earl Hudson (1925). A obra de Allen rendeu variados footages para inserções em produções posteriores da Fox. De 1961 veio o longa-metragem Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, 1961), que Allen produziu e dirigiu, compartilhando roteiro com Charles Bennet, estrelando Walter Pidgeon. Em 1962 foi a vez de Cinco Semanas Num Balão (Five Weeks in a Balloon, 1962), atuando Allen na produção, direção e co-roteirização. Barbara Eden, que fez o papel-título de um dos mais queridos seriados de TV Jeannie é um Gênio, participou do elenco destes dois últimos.
Através das séries de TV Allen se consagrou como o maior produtor desse gênero no campo da ficção científica, comparado em qualidade - mas não em quantidade - apenas a Gene Roddenberry, pai de Jornada nas Estrelas. Assim havia de ser, já que a inspiração motivadora de cada um dos seus seriados partiu de consagrada fonte literária, que o produtor procurou transplantar para o cenário sci-fi. Assim, cada uma das séries, tem como matéria-prima remota os clássicos da literatura Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne (Viagem ao Fundo do Mar), A Família Robinson, de Johann Rudolf Wyss (Perdidos no Espaço), A Máquina do Tempo, de H.G.Wells (O Túnel do Tempo) e As Viagens de Gulliver, de Jonatham Swift (Terra de Gigantes).
A primogenitura desses seriados sci-fi cabe a Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea,1964-68), estrelada por Richard Basehart e David Hedison, este último egresso do anterior Lost World. Abrilhantada pelo elegante submarino Seaview e seu filhote o Sub-Voador, teve 110 episódios de histórias relacionadas com mistérios do mar, ilusões psicológicas, seres extra-terrestres e guerra fria. Dividida em três temporadas, a primeira foi filmada em preto-e-branco (31 episódios).
Impulsionado pela corrida espacial, em 1965 foi ao ar Perdidos no Espaço (Lost in Space, 1965-68), com Guy Williams - que fizera o papel de Zorro no seriado homônimo da Disney - Billy Mumy, um robô (Bob May e voz de Dick Tufeld) e Jonathan Harris, que deu vida àquele que pode bem ter sido o mais conhecido personagem de seriados de todos os tempos, o arqui-famoso-anti-herói Dr. Smith. Narrando as aventuras e comédias de uma família vagando no espaço, o seriado teve três temporadas, a primeira em preto-e-branco (29 episódios), totalizando 83 capítulos. Música-tema confiada a John Williams (Star Wars, Indiana Jones, E.T., Jurassic Park, etc.), que também assinou as partituras das duas séries seguintes.
Após esses foi a vez de O Túnel do Tempo (The Time Tunnel, 1966-67), com James Darren, Robert Colbert, Lee Meriwhether e Whit Bissell. O seriado apresentava as aventuras de dois cientistas saltando de data em data, enquanto o controle central da pesquisa procura corrigir a falha técnica que os levou a essa situação. Enquanto Lost in Space era tido por Allen como sua criança mimada, O Túnel do Tempo era considerado sua série predileta. Paradoxalmente, foi a mais curta de todas, com apenas 30 episódios, cancelada por motivos de queda de audiência.
Encerrando o "quarteto fantástico", chegou à TV Terra de Gigantes (Land of the Giants, 1968-70), com Gary Conway, Don Matheson e Deanna Lund, cria da sua produtora recém-fundada, a Kent Productions. Trata-se das aventuras de um grupo de passageiros e tripulantes da nave espacial Spindrift, que por um acidente chega a um planeta muito semelhante à Terra, mas numa dimensão que lhes fazem sentir-se diminutos como bonecos de brinquedo. Repleto de cenários gigantes, em sua maioria sem o uso de truques técnicos, o seriado mereceu um grande envolvimento de Allen e teve 51 capítulos, divididos em duas temporadas. A data do nascimento do produtor foi relembrada no episódio inaugural do seriado Terra de Gigantes, reproduzida no dia (12 de junho) e no número (6-12) do vôo da espaçonave Spindrift.
O grande sucesso das obras realizadas anteriormente para o cinema e a avassaladora conquista dos lares pelos seriados já seriam motivo bastante para se dar a Irwin Allen lugar de merecido destaque no mundo do entretenimento. Mas ainda lhe faltava fazer aquilo que veio lhe dar o título de "Mestre dos Desastres". As obras principalmente responsáveis por isso foram O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure, 1972) e A Torre do Inferno (The Towering Inferno, 1974), pródigas em cenas de ação, suspense e realismo, ambientadas nas tragédias do afundamento de um transatlântico e um incêndio de um grande edifício. Diz-se que Allen teria ficado muito impressionado com filmagens reais feitas do incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, em fevereiro de 1974, inspirando-o a fazer o filme. É importante registrar, contudo, que não havia a exploração inescrupulosa dos temas de desastres, não obstante o sucesso de bilheteria. Nestas obras se observa claramente a mensagem implícita de advertência e cuidados com a segurança, tão reconhecíveis que Allen chegou a ser nomeado Comandante Honorário do Corpo de Bombeiros em setenta e três cidades e Capitão Marítimo Honorário em vinte países!
No currículo de Allen seguiram-se obras de menor vulto: O Enxame (The Swarm, 1978) e Retorno Dramático ao Poseidon (Beyond the Poseidon Adventure, 1979) e algumas produções para a TV, dentre as quais duas séries não muito bem-sucedidas, A Família Robinson (Swiss Family Robinson, 1975) e Fogo! (Code Red, 1981). O longa-metragem de desastre O Dia Em Que O Mundo Acabou (When Time Ran Out, 1980), também não logrou maior projeção, não obstante o elenco, que incluía Paul Newman e Jacqueline Bisset. A TV hospedou ainda uma ninhada de filmes-desastres Hanging by a Thread (1979), Soterrados (Cave-In, 1983), The Night the Bridge Fell Down (1980), Inundação (Flood, 1976), Fogo! (Fire!, 1977) . Seus últimos trabalhos foram a mini-série Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 1985) e Outrage (1986), temas bastante distantes daqueles que consagraram seu nome. Ainda outras obras cinematográficas realizou também, não mencionadas nesta breve biografia.
Ausente desde 1986 para uma semi-aposentadoria por motivos de saúde, o Mestre dos Desastres veio a falecer de ataque cardíaco no Dia de Finados, 2 de novembro de 1991, em Santa Monica, Califórnia. Pareceu ter buscado seguir o destino de outro genial produtor, Gene Roddenberry, pai de Jornada nas Estrelas, que expirara poucos dias antes. No dia 3 de novembro, mas onze anos mais tarde, falecia Jonathan Harris. Allen deixou viúva Sheila Allen, que chegou a atuar em algumas das suas obras sob o nome de Sheila Mathews. Deixou não realizado por si o desejo de levar a cabo uma versão de cinema para Lost in Space e para Pinóquio, assim como a construção de um parque temático.
Allen recebeu doze indicações para o Oscar e recebeu cinco das estatuetas mais famosas de Hollywood. Além de um sem-número de admiradores, entusiastas e colecionadores de sua obra, Irwin Allen deixou o respeito e grande admiração de todos os cinéfilos, pelo que produziu, pelo homem de cinema que foi, pela dedicação paternal que dedicou a cada um de seus trabalhos. Dos seus seriados formou-se uma legião de fãs, diletantes e colecionadores, muitos organizados em clubes, disseminando encontros e convenções em inúmeros locais pelo mundo. Deixou-nos um legado que até hoje maravilha milhares de amantes das salas de projeção e das telas mágicas postas à frente dos sofás da sala.
Copyright 2003, Paulo Pax





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